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Lista de Mármore

Adeus Michael...  (Lista de Mármore) escrito em sábado 27 junho 2009 22:07

  Michael Jackson, preciso dizer mais alguma palavra? Um dos ícones da cultura pop, Rei do Pop e um dos astros mais polêmicos da música? É, mas, para mim ele era unicamente especial. Costumava me envergonhar disso mas, na minha infância, até uns 7 ou 8 anos, eu queria ser como Michael, eu queria ser o Michael, até rolar todas aquelas manchetes sobre os assédios sexuais e então eu deleta-lo de minha vida. Sim, eu o repudiei por isso, sempre fui contra a todo esse lance de abuso e violência sexual, desde piá e, afinal, eu mesmo era um garotinho... E não queria saber se era ou não verdade. Hoje, alguns anos mais tarde, com a sua morte, a imagem que fica é apenas a de um grande artista, não sou o maior apreciador da música pop, mas ele era mesmo um cantor, bailarino e produtor. Isso ninguém pode negar, muito menos eu. E hoje sei que era isso que eu via nele, era por isso que eu o admirava, ele representava para mim esse potencial tão cobiçado por tantos artistas. O pop star, o performer, o cara com os seus passos de dança únicos e a sua voz que brincava com os falsetes. O homem que criou toda a linguagem atual dos video clipes, eu bem me lembro, Michael lançava um clipe, sempre com uma grande produção e um toque novo. Depois todos o copiavam, nos comerciais de TV, nos filmes e, claro, em outros video clipes. Os seus clipes eram a sensação dos anos 90, eu era bem pequeno e me lembro, seus videos eram lançados, saiam domingo no Fantástico e, em seguida, seus efeitos especiais estavam em algum filme novo no cinema. E era por tudo isso que eu o admirava, este é um momento único e especial. As pessoas não devem mais julgá-lo, criticá-lo e censurá-lo. Michael Jackson se foi, tendo pago sua divída com a justica e também por isso devemos deixa-lo ir em paz. E nos lembrarmos de tudo o de positivo que ele nos deixou e da alegria que ele nos trouxe, direta ou indiretamente. Fica ai o meu Adeus Michael... vá em paz, muito obrigado.

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Ron Asheton, morto?  (Lista de Mármore) escrito em quinta 04 junho 2009 12:35

"Publicado originalmente no dia 9 de Janeiro de 2009 no meu antigo blog: http://jeanmotta1.spaces.live.com/ ".

Música de fundo: plantão da globo. Site da notícia: G1. Mais uma “estrela do rock” que morre misteriosamente? Sim, um “forgotten boy”.

Algumas pessoas não deveriam morrer, é o caso de Ron Asheton, 60 anos, Ann Arbor, EUA, encontrado morto no sofá da casa onde morava, na ultima terça-feira, dia 6. Guitarrista dos The Psychedelic Stooges (The Stooges) e também um de seus membros fundadores, Ron era muito mais do que isso: “... Ele foi um grande amigo, irmão, músico e camarada. Insubstituível. Ele será sempre lembrado.” – declararam Iggy Pop e os demais integrantes da banda. Pop ainda ressaltou que Ron era o seu melhor amigo e que está devastado. Ainda, segundo a imprensa, suspeita-se que a morte de Ron Asheton deveu-se a um ataque cardíaco.

Este é mais um daqueles acontecimentos lamentáveis, para qualquer bom fã de rock e especialmente dos Stooges, chega a ser chocante e deprimente, ainda que isto já fosse esperado. Mas, quando se trata de um músico como Ron, sempre, sempre parece ser inesperado, mesmo com a sua trajetória de vida pouco aconselhável, com o abuso de drogas na juventude, uma rotina cansativa de “trabalho”, um provável estilo de vida sedentário e que já estivesse na casa dos 60. Ron Asheton era um daqueles guitarristas cults do cenário underground mundial, não era notório pela técnica ou pela ausência dela, com freqüência, era citado pela imprensa e afins, apenas como: Ron Asheton (guitarras) ou algo do gênero. Ron parecia ser uma pessoa um pouco reservada, não demonstrava ser dado aos holofotes da mídia e da imprensa, talvez preferisse passar “desapercebido” a passar a ser o que quisessem que ele fosse.

Com o seu som original, através da música que produziu junto aos Stooges, fez um trabalho único e definiu um novo rumo para história do rock. Se foi o punk ou o proto-punk, nada disso realmente importa, porque nada seria o bastante para descrever a musicalidade impar que ele desenvolveu como guitarrista. Um som que ia do primitivo, ao improviso, a psicodelia, ao experimental, alternativo, blues, funk, rock ou simplesmente a loucura! Então que seja, são apenas parcas definições que, para nada mais servem, senão aprisionar e pré-conceituar o verdadeiro sabor que se tinha em ouvi-lo ou vê-lo tocar. Tudo isto seria muito injusto com um homem que se dedicou realmente à música, que se focou nela, persistiu em sua própria música e com tamanha vontade continuou, mesmo quando todos desistiam. Ron fazia música porque gostava de música, estava porque queria estar, era o que queria mesmo ser, simplesmente, Ron Asheton.

Ron Asheton, morto? Essa uma das sacadas legais do rock e da música em si, Ron estará para sempre vivo, como a sua música e a dos seus eternos companheiros: os “Patetas Psicodélicos”. E por mim e por muitos de nós, fãs, será sempre lembrado: gentil, Drº. Psicodélico. Um cara real, fazendo uma coisa de verdade, Ron Asheton, este é um dos nomes que marcaram, com o seu som, selvagem e destruidor. O eterno cara legal, de óculos escuros e com uma inconfundível jaqueta do exercito nazista.

 

E toda a vez que eu pegar uma guitarra, ligar o amplificador no volume 20, fluirá Asheton de minha música e será o meu próprio status- Stooges- essencial.”

“Adeus Ron ,você foi um símbolo pra mim, é um ídolo, de um olá para Dave e diga que eu também sou seu fã.”

 

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